Tráfico de papagaio-verdadeiro foi um dos temas do curso realizado na Bahia

Esse evento faz parte das ações do Programa Papagaios do Brasil, durante a “Semana de Estudos para a Proteção dos Papagaios e Demais Psitacideos”, que ocorre na terceira semana do mês de abril. Nesse período foram realizadas diversas ações para informar e sensibilizar a sociedade sobre a importância de conservar essas aves na natureza. No dia 16 de abril, no Parque Zoobotânico de Salvador, membros do INEMA (Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), Polícia Rodoviária Federal (PRF) , Polícia de Proteção Ambiental, Ibama, Guarda Civil Municipal e Parque Zoobotânico de Salvador participaram de um curso sobre o tráfico de papagaios.

No início do curso, a analista ambiental do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE/ICMBio), Patrícia Serafini, apresentou a estratégia nacional para conservação de espécies ameaçadas e as técnicas de contenção, manejo e transporte de papagaios. Elenise Sipinski, coordenadora do projeto de conservação do papagaio-de-cara-roxa, apresentou o Programa Papagaios do Brasil, alinhado ao Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação dos Papagaios, coordenado pelo CEMAVE/ICMBio. Essa iniciativa da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) ocorre em parceria com o CEMAVE/ICMBio, a Fundação Neotrópica do Brasil, o Parque das Aves e a Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA), com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Já a coordenadora do Projeto Papagaio-verdadeiro e integrante da equipe de colaboradores do Parque das Aves, Gláucia Seixas, apresentou os estudos realizados sobre a espécie de papagaio mais traficada no Brasil, ressaltando as principais ações empregadas para mudar esse cenário em Mato Grosso do Sul. O representante da PRF, Marcus França, contextualizou o cenário do tráfico de aves na Bahia e as ações integradas de fiscalização, envolvendo diferentes instituições governamentais. A equipe do INEMA apresentou suas ações relacionadas a fauna nativa no estado da Bahia. Outro momento importante do evento foi o trabalho em grupo para debater estratégias eficazes para o combate ao tráfico desses animais.

“É fundamental unirmos esforços para conservar essas aves na natureza, incluindo o papagaio-verdadeiro. A sociedade precisa saber que esse crime é financiado pelas pessoas que dizem “amar” os papagaios e, ao mesmo tempo, compram animais retirados da natureza. Isso leva as espécies a extinção”, explica Gláucia Seixas. O projeto papagaio-verdadeiro é realizado desde 1997, com apoio do Parque da Aves e Fundação Neotropica do Brasil, além da parceria com o CRAS/Gerencia de Fauna/Imasul MS, Ibama MS, PMA MS, MPMS, Embrapa Pantanal, UEMS Ivinhema e Refúgio Ecológico Caiman. O curso ministrado na Bahia está na sua quinta edição e já aconteceu nas cidades de São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Rio de Janeiro. O próximo estado a receber essa iniciativa é o Mato Grosso do Sul.