Centro que une esforços pela conservação é criado em Foz

Comentamos sempre que a Mata Atlântica está perdendo biodiversidade por conta do desmatamento e da caça, além de outras ações principalmente humanas. E o cenário é o mesmo em outros biomas do Brasil.

Jacutinga, espécie reproduzida pelo Parque das Aves e em processo de ser reintroduzida na natureza pelo Projeto Jacutinga, da SAVE Brasil
Jacutinga, espécie reproduzida pelo Parque das Aves e em processo de ser reintroduzida na natureza pelo Projeto Jacutinga, da SAVE Brasil

Pensando nisso, o Parque das Aves, a Comissão de Sobrevivência de Espécies da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e o Grupo Especialista em Planejamento de Conservação (CPSG), também da UICN, criaram o Centro de Sobrevivência de Espécies Brasil.

Dra. Carmel Croukap, diretora geral do Parque das Aves
Dra. Carmel Croukap, diretora geral do Parque das Aves

Na manhã de quinta, 18/3, um evento no canal do YouTube do Centro transmitiu o evento de lançamento, que contou com a participação de diversos profissionais brasileiros que trabalham com conservação, além do coordenador global da UICN comissão de Sobrevivência de Espécies, Jon Paul Rodríguez; da coordenadora global do Grupo Especialista em Planejamento de Conservação – CPSG, Onnie Byers; da diretora geral do Parque das Aves, Carmel Croukamp; além de Karina Andrade e Stephani Arellano, do escritório regional da UICN Sur.

Dra. Fabiana Rocha, coordenadora do CSE Brasil
Dra. Fabiana Rocha, coordenadora do CSE Brasil

Saiba mais sobre o CSE Brasil

O Centro terá sede física no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu, porque a instituição já tem expertise na proteção de aves da Mata Atlântica e um corpo técnico multidisciplinar envolvido com pesquisas e estudos com aves desse bioma em risco de extinção. Além disso, o Brasil abriga a maior biodiversidade e tem o segundo maior número de espécies endêmicas do mundo.

Para Carmel Croukamp, CEO do Parque das Aves, o Centro nasce da vontade de cientistas de impactar positivamente um milhão de espécies ameaçadas de extinção globalmente pela ação humana, o que pode gerar um desequilíbrio irreversível nos ecossistemas globais.

“Hoje em dia, existem muitas ferramentas para prevenir a extinção de espécies. Conservação funciona. No entanto, precisamos trabalhar cada vez mais juntos, conectando cientistas e dados de todos os países, capacitando profissionais nas metodologias efetivas desenvolvidas globalmente, e juntar profissionais e projetos para criar planos estratégicos para salvar espécies. A UICN é a maior instituição de conservação do mundo e a mais importante rede de expertise em conservação. Com o Centro, criamos um polo nacional para a Comissão de Sobrevivência de espécies da UICN.” 

Um dos objetivos da nova instituição será impulsionar esforços de conservação de espécies no Brasil e ser um polo nacional de proteção de espécies classificadas como em risco na Lista Vermelha, um banco de dados Global que monitora espécies ameaçadas de extinção e uma ferramenta essencial para as políticas de conservação.

O Centro de Sobrevivência de Espécies combina a experiência e os recursos dos três parceiros para aprimorar a capacidade da rede da IUCN Comissão de Sobrevivência de Espécies para avaliar e comparar a evolução das espécies e seu risco de extinção, planejar ações e modos de implementar e executar ações focadas em conter a perda da biodiversidade.

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