Tudo está conectado

Já observamos inúmeras vezes uma borboleta visitando uma flor. Muitas pessoas já se depararam com vespas, besouros e, claro, com beija-flores também visitando flores. Não é novidade que essas “visitas” têm como propósito saciar a necessidade alimentar desses animais, mas também de promover a polinização dessas plantas. Legal isso, não? Ainda mais quando conseguimos flagrar esses momentos com uma câmera fotográfica ou com nosso companheiro inseparável, o celular.

Mas já nos perguntamos que esses flagras mostram muito mais que apenas dois seres, animal e vegetal, interagindo entre si? 

Pois é, o que presenciamos é um mundo todo conectado nesse simples gesto.

Vamos “viajar” nesse fantástico mundo?

Peraí, peraí, antes façamos uma pergunta: qual a relação entre uma borboleta e uma onça pintada? Ops, como assim, Onça pintada? O que o maior predador das florestas tem a ver com uma borboleta? Tudo, e vamos explicar, ou melhor, embarcar nesta fantástica viagem na natureza.

Quando esta borboleta voando tranquilamente encontra uma flor repleta de néctar e pólen, seu instinto (vamos pensar assim, instinto, mas é muito mais do que isso) é o de pousar e se alimentar desses ingredientes tão saborosos, saudáveis e necessários para ela.

Ao acontecer o encontro, ela acaba polinizando, fecundando a flor. Por consequência, essa flor dará origem a um fruto. 

Estamos juntos nesta viagem? Por favor, não se percam. Para que isso não ocorra, passamos a seguir os “Passos da Natureza”. 

Então, o próximo passo da planta e da natureza é providenciar um belo fruto, com tamanhos e cores distintos, mas no geral, sempre muito chamativos. As cores, sabor, tamanhos, e claro, aromas, vão acabar por despertar a atenção de muitos animais que se alimentam destes frutos. Estes animais chamamos de herbívoros, que se alimentam, além de outras partes da planta, também dos frutos. 

Foto: Carlos de Almeida/Unsplash

Normalmente, esses animais podem variar de tamanho, dieta e peso, mas todos em algum momento do ano encontram frutos disponíveis, e se alimentam deles. Animais como cotias, pacas, cervos e até nossa anta, maior mamífero da América do Sul, chegando a passar dos 200 quilos.  

E o que eles têm em comum? Bem, aqui entramos na parte triste de nossa viagem, mas de suma importância para que a natureza continue existindo.

Estes animais são fonte de alimento para outros animais, os carnívoros. E dentre esses carnívoros, quem vocês acreditam que está? Sim, ela mesma, a onça-pintada. 

Vamos resumir nossa viagem: a borboleta polinizou a planta, que gerou um fruto, que maduro serviu de alimento para um animal herbívoro, e este de alimento para a onça-pintada. 

Foto: Bibake Uppal/Unsplash

Podemos concluir que tudo na natureza está conectado? Sim, exatamente tudo. Esta foi apenas uma viagem dentre outras milhares que existem ilustrando estas conexões.

Mas uma de cada vez. Assim podemos parar, pensar e entender o passo a passo da natureza.

Mas e nós, seres humanos, estamos conectados à natureza também? Já que vivemos em cidades, bairros, casas e apartamentos, muitas vezes longe dessa natureza.

Sim, estamos e somos extremamente dependentes dessa conexão. Afinal, não nos alimentamos, por exemplo, de frutos e hortaliças? Então, para que possamos usufruir desses alimentos, boa parte do que comemos só está à nossa disposição porque lá atrás uma borboleta, uma vespa, ou um beija-flor realizou o ato de polinizar. 

Foto: Rusty Watson/Unsplash

Como em uma teia de aranha, somos os pontos conectados. E a ausência, ou o brusco rompimento de um ponto (desaparecimento de uma espécie), seja qual for, pode levar ao desequilíbrio de toda esta conexão.

Então, da próxima vez que você observar uma borboleta em uma flor, saiba que ela está mais do que se alimentando, ela também está nos “alimentando”. 

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