PAN Aves da Mata Atlântica: salvando espécies da extinção

Saiba como o Plano de Ação Nacional (PAN) Aves da Mata Atlântica, do qual o Parque das Aves participa, ajuda a conservar essas espécies!

Um Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN) ajuda a conservar espécies que estão em risco de desaparecer, como diversas aves da Mata Atlântica. Foto: Equipe do Parque das Aves.

Afinal, o que é um PAN?

Um Plano de Ação Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (PAN) é um documento que ajuda a planejar e organizar ações para conservar espécies de plantas, animais e outros seres vivos, bem como os ambientes naturais onde eles vivem.

Assim, a ideia é identificar as principais ameaças que colocam essas espécies em risco de extinção, e propor maneiras de combatê-las.

Portanto, o PAN ajuda a executar políticas públicas que protegem a nossa biodiversidade!

Veja algumas das aves presentes no PAN Aves da Mata Atlântica:

Como se desenvolve um PAN?

A responsabilidade de desenvolver os PANs é da União, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Por isso, o ICMBio criou uma Instrução Normativa nº 21/2018, que direciona a criação e a execução dos planos de ação, dizendo que os PANs devem ser desenvolvidos de modo participativo.

Assim, é essencial a cooperação de especialistas que saibam muito sobre os animais, tanto em seu ambiente natural como sob cuidados humanos. Afinal, eles podem trazer dados, apontar ameaças e sugerir soluções.

Além disso, podem participar órgãos do governo, organizações não governamentais (ONGs) e comunidades locais.

Logomarca do PAN Aves da Mata Atlântica.

Quantos PANs temos no Brasil? 

Atualmente, existem ao menos 48 PANs em andamento. Esses documentos podem ser de vários tipos:

1 – Focados em biomas – como o PAN Aves da Mata Atlântica e o PAN Aves da Caatinga;
2 – Que representam um grupo de espécies com características em comum – como o PAN de Pequenos Felinos, com vários tipos de felinos brasileiros;
3 – Exclusivos para uma espécie – como é o caso do PAN do Peixe-Boi Marinho.

Para conhecer a lista completa dos PANs do Brasil, clique aqui.

Como sabemos se um PAN está funcionando?

Todo PAN tem um ciclo, que envolve quatro etapas principais:
1 – Planejar as ações;
2 – Implementar as ações;
3 – Monitorar as ações;
4 – Avaliar os resultados alcançados.

Clico de gestão de um PAN. Fonte: ICMBio.

Em resumo, essas etapas devem ser cumpridas no período de duração do PAN (chamado de “ciclo”). Por isso, anualmente, o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT) monitora as ações.

No entanto, quando necessário, esse período é estendido (o que chamamos de “novo ciclo”). Por exemplo: o primeiro ciclo do PAN Aves da Mata Atlântica durou 5 anos (2017 a 2022), e depois foi renovado para um novo ciclo.

Por que o PAN Aves da Mata Atlântica é tão importante? 

A Mata Atlântica está espalhada por 17 estados brasileiros (RN, CE, PI, PB, PE, AL, SE, BA, GO, MS, MG, ES, RJ, SP, PR, SC e RS).

Inclusive, na maior parte deles, há conexão com o Oceano Atlântico – de onde vem o nome da floresta.

Por isso, a Mata Atlântica é lar para mais de 72% da população brasileira! 

Além disso, a Mata Atlântica é o 2º bioma que mais abriga variedade de formas de vida.

Inclusive, ela também concentra um imenso número de espécies exclusivas, que só existem ali!

De fato, a diversidade de plantas da Mata Atlântica é encantadora. Das 20 mil espécies, mais de 8 mil são exclusivas do bioma – e grande parte delas está ameaçada de extinção. Aliás, toda essa flora representa 35% das plantas existentes no Brasil! Incrível, não?

Além disso, quando o assunto é fauna, também encontramos uma variedade espetacular. Por exemplo, são mais de 2 mil espécies de animais vertebrados! Para se ter uma ideia, em todo o continente europeu, esse número é de apenas 1.800 espécies.

Então, podemos dizer que, somente na Mata Atlântica brasileira, temos uma variedade de espécies maior que a de muitos países juntos!

Desses 2 mil animais, são quase 900 espécies de aves. No entanto, 45% delas já apresentam algum nível de risco de desaparecer.

Assim, 120 espécies e subespécies de aves precisam ser conservadas e protegidas!

Dessa maneira, elas poderão continuar seu papel na teia da vida da Mata Atlântica, mantendo um equilíbrio delicado – do qual dependem mais de 145 milhões de pessoas que vivem no bioma.

Protegendo a Mata Atlântica

Assim, pela sua enorme importância, a Mata Atlântica é considerada Reserva da Biosfera pela UNESCO.

Além disso, a Mata Atlântica é Patrimônio Nacional, presente na Constituição Federal de 1988.

Atualmente, a Lei da Mata Atlântica (lei 11.428/2006) é o principal instrumento para proteger o bioma.


Porém, ainda existem muitas ameaças à Mata Atlântica. Por exemplo…

O desmatamento para uso da terra na agropecuária, urbanização e industrialização;
O consumismo das pessoas (que acelera toda essa destruição);
O tráfico de animais silvestres;
A caça predatória;
A poluição do ar, da terra e da água.

Afinal, tudo isso gera um grande impacto na biodiversidade!

Por isso, o PAN ajuda a implementar ações para recuperar e conservar as aves da Mata Atlântica.

De fato, o documento inclui 104 espécies de aves ameaçadas de extinção.

Por fim, o PAN contém 22 espécies na categoria “quase ameaçada”. Em resumo, isso significa que elas ainda não apresentam risco de extinção, mas já estão próximas de mudar de categoria e precisam de proteção!

Capa do PAN Aves da Mata Atlântica, ilustrada com a foto de um crejoá, espécie ameaçada de extinção.

Salvando as aves da Mata Atlântica

Elaborado em outubro de 2014, o PAN Aves da Mata Atlântica contou com a participação de 31 pessoas, representando 25 instituições diferentes!

Então, esses especialistas definiram as estratégias prioritárias para conservar as aves do bioma, como:
1 – Proteger, ampliar, restaurar e conectar os ambientes naturais onde vivem as aves;
2 – Reduzir a caça e a captura ilegal desses animais;
3 – Promover a soltura e a reintrodução de aves, de forma adequada e planejada, em áreas onde elas já existiam naturalmente;
4 – Controlar a presença de espécies exóticas invasoras, para evitar prejuízos às espécies nativas em áreas onde elas coexistem;
5 – Avaliar o efeito de alterações climáticas sobre as aves.

Por fim, vale lembrar que, para proteger as aves na natureza, as populações precisam ser geneticamente viáveis.

Então, além de conservar grandes áreas naturais, elas precisam estar conectadas entre si. Assim, evitamos que animais ameaçados se reproduzam com indivíduos aparentados, que tem uma genética muito parecida!

Ajude a colocar o PAN em prática

Então, após a análise de todas essas questões, os objetivos do PAN foram traduzidos em 44 ações práticas!

Afinal, cumprir esses objetivos é um grande desafio… que precisa ser encarado tanto pelos especialistas da área como pela sociedade em geral.

Porém, sabia que você pode contribuir muito com essa causa? Para isso, você pode:
1 – Visitar Unidades de Conservação da Mata Atlântica (como por exemplo, o Parque Nacional do Iguaçu, casa das Cataratas do Iguaçu);
2 – Participar de abaixo-assinados para defender espécies do bioma;
3 – Participar de consultas públicas sobre questões ambientais no portal E-Cidadania;
4 – Fazer doações de qualquer valor para instituições de conservação do bioma (veja algumas opções aqui, aqui, aqui ou aqui);
5 – Recusar a compra de aves provenientes do tráfico de animais silvestres, que são vendidas sem nota fiscal e certificado de origem;
6 – Denunciar a venda ilegal de aves para os órgãos fiscalizadores. Assim, o ciclo do tráfico é interrompido… e elas podem viver livres na natureza!

Acompanhe os heróis das aves da Mata Atlântica

Que tal apoiar as instituições responsáveis pelo PAN Aves da Mata Atlântica nas redes sociais? Para isso, clique nos endereços abaixo:

Descubra as aves da Mata Atlântica

Em em sua próxima visita a Foz do Iguaçu, que tal visitar o Parque das Aves e conhecer as aves da Mata Atlântica bem de pertinho? Inclusive, estamos em frente às Cataratas do Iguaçu. Veja mais detalhes sobre a visita aqui!

O Parque das Aves é um espaço de conexão única com as aves da Mata Atlântica.
Foto: Equipe do Parque das Aves.

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