Equipe do Parque das Aves começa mais uma busca pelo chauá

Hoje começa mais uma busca pelo chauá (Amazona Rhodocorytha)! Essa expedição do Projeto Papagaio-chauá será realizada nos municípios de Águas Formosas e Joaíma, além de Nanuque, Carlos Chagas, Serra dos Aimorés e Pavão, todos localizados em Minas Gerais. O Projeto, que visa avaliar a quantidade de chauás ainda existentes na natureza e desenvolver estratégias para ajudar a espécie, conta com algumas novidades nesta edição.

Uma delas é que todos os integrantes da expedição são colaboradores do Parque das Aves: Camila Martins é coordenadora da Educação Ambiental, Mathias Dislich é chefe do Departamento de Pesquisa e Marina Somenzari é bióloga da conservação. Eles estarão juntos em campo para desenvolver atividades e parcerias em prol da educação ambiental, além de analisar as questões sanitárias, contribuindo com a espécie, que corre risco de extinção.

A outra novidade é que, com a participação da Camila, a equipe vai poder envolver comunidades, escolas e setores públicos no Projeto Papagaio-chauá, principalmente em Águas Formosas. “É uma expedição muito importante para a dimensão educativa, pois as visitas, ações e parcerias contribuirão para o planejamento educativo de Águas Formosas”, comenta Camila. E isso tudo só vai ser possível também por causa do envolvimento da Secretaria Municipal de Educação, contribuindo para que o planejamento seja efetivo e que as ações educativas se concretizem, sensibilizando os envolvidos e transformando-os em atores sociais engajados com as causas ambientais.

Logo do Projeto Papagaio-chauá

A presença de um veterinário é muito importante para o trabalho em campo. Este profissional contribuirá para o levantamento do material genético das aves, importante para a conservação da espécie. Por esse motivo, Mathias Dislich embarcou nessa expedição. “Nós buscamos saber quais são as doenças que ocorrem na região e como elas podem afetar as populações da natureza, então as informações que coletarmos ajudarão a determinar quais estratégias serão utilizadas para proteger as aves”,  comenta Mathias.

Material organizado pelo veterinário Mathias Dislich para a coleta de amostras

As coletas de amostras serão feitas somente em aves que vivem nas casas de moradores das cidades por onde a expedição vai passar. Determinando quais as possíveis doenças que ocorrem na região, também se descobre como elas podem afetar os papagaios que vivem na natureza, o que é uma informação muito importante para possíveis projetos de soltura.

O Projeto Papagaio-chauá surgiu da preocupação com as populações dessa espécie na natureza, considerada Vulnerável pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), visando a elaboração de estratégias de conservação para a espécie. O Projeto é executado em parceria com a Fundação Neotrópica do Brasil, ONG ambientalista do Mato Grosso do Sul com mais de 20 anos de atuação em conservação da natureza, o CEMAVE/ICMBio (Centro Nacional de Conservação de Aves Silvestres) e a SPVS (Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental), além do apoio do Parque das Aves.

Chauá (Amazona Rhodocorytha)

Marina Somenzari, gestora do Projeto Papagaio-chauá e integrante da Divisão de Conservação do Parque das Aves, explica como o trabalho será feito. “Nós iremos percorrer grandes distâncias, até chegar nas cidades amostradas. Visitaremos essas regiões de áreas florestais ainda preservadas no início da manhã e no final da tarde, períodos de maior atividade dos papagaios. Nessas áreas, ficamos atentos a qualquer sinal da presença do chauá e fazemos todo o possível para filmar e/ou fotografar a espécie em seu ambiente natural”, finaliza Marina.

Não deixe de acompanhar todas as atualizações na página do Facebook do Projeto Papagaio-chauá e compartilhar as postagens sobre as expedições. Dessa forma, as informações podem chegar até as pessoas que vivem nas regiões onde habitam os chauás, e elas podem entrar em contato com a equipe e ajudar nas buscas.

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