Mais 16 cardeais-amarelos, ave em perigo de extinção, chegam ao Parque das Aves

Paloma Bosso, diretora técnica do Parque das Aves, e a Dra. Yara Barros, chefe da Divisão de Conservação, saíram de Foz do Iguaçu para buscar 8 fêmeas e 8 machos de cardeal-amarelo, espécie em perigo de extinção, no dia 20 de setembro. Depois de mais de 900 km de estrada, chegarem a Butiá, cidade no interior do Rio Grande do Sul onde fica o Criadouro Butiá.

A equipe levou 4 caixas, todas abastecidas com água e comida, para acomodar as 16 aves transferidas. As caixas possuíam compartimentos especiais, desenvolvidos com espaço suficiente para que os cardeais-amarelos se sentissem protegidos e confortáveis. Chegando na cidade gaúcha, Paloma e Yara foram até o criadouro onde os cardeais estavam sendo mantidos pelo Sr. Paulo Azzi, proprietário do local. Paulo é o maior criador de cardeais-amarelos do país, além de ser considerado a maior autoridade brasileira nessa ave, e passou todas as informações sobre a forma de criação da espécie.

Dra. Yara Barros arrumando as caixas de transportes com o cardeais-amarelos dentro do carro

O cardeal-amarelo é uma espécie muito delicada, que precisa de cuidados constantes. Necessita de uma alimentação balanceada, além de bastante atenção nas questões sanitárias e precisão em seu manejo. Nesse sentido, as contribuições de Paulo Azzi são muito importantes, pois auxiliam na preservação do cardeal-amarelo. Seus esforços e determinação na manutenção e reprodução da espécie fizeram e vão fazer toda a diferença.

 

Dra. Yara Barros, Paulo Azzi e Paloma Bosso, com os cardeais-amarelos nas caixas de transporte

Paloma e Yara retornaram de Butiá no dia 22 e viajaram 15 horas para chegar ao Parque das Aves. Por estarem em perigo de extinção, as aves foram transportadas de carro para que a equipe tivesse melhores condições de monitorá-las. “Sempre que possível, desejamos estar junto no transporte, assim temos certeza de que a espécie tem água, comida e está fazendo uma boa viagem”, comentou Yara.

Ao chegarem em Foz do Iguaçu, as aves foram levadas diretamente para a quarentena do Centro de Conservação e Abrigo, segunda propriedade do Parque das Aves, que não está aberta à visitação. Lá elas ficarão em observação por aproximadamente quarenta dias e passarão por uma bateria de exames e tratamentos para garantir que estejam saudáveis antes de darem prosseguimento à importante tarefa de reproduzir para salvar sua espécie. E as expectativas são muito positivas, pois entre os cardeais-amarelos transferidos há dois casais já formados, com uma das fêmeas já pronta para reproduzir.

Dra. Yara Barros segurando um cardeal-amarelo

Em 2011, o ICMBio elaborou o Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Passeriformes Ameaçados dos Campos Sulinos e Espinilho e identificou a necessidade imediata de criação de um programa de cativeiro para os cardeais-amarelos, para produzir  uma quantidade de indivíduos que possam ser utilizados em futuros projetos de reintrodução. O Parque das Aves foi então convidado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) para integrar o programa, comprometendo-se a seguir diversos protocolos para que a reprodução para a conservação da espécie seja um sucesso.

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