Aves da Mata Atlântica, novo foco do Parque das Aves

O Parque das Aves acaba de se tornar um Centro de Conservação Integrada de aves da Mata Atlântica!

Trabalhando há 22 anos pela conservação de espécies, o Parque das Aves está focando seus esforços e recursos para salvar aves ameaçadas de extinção do bioma Mata Atlântica.

Por isso, o segundo atrativo turístico mais visitado de Foz do Iguaçu anunciou oficialmente seu compromisso em conservar aves desse bioma.

Assim, o pronunciamento ocorreu durante uma oficina do Plano de Ação Nacional para conservação das aves desse bioma, o PAN de Aves da Mata Atlântica.

O evento, que ocorreu no Parque das Aves entre 26 e 28 de setembro, reuniu especialistas em Mata Atlântica de todo o Brasil. Então, participaram dezenas de pesquisadores, representantes do governo, ONGs, Polícia Federal e órgãos ambientais estaduais.

Arara-vermelha, uma das aves da Mata Atlântica.

Salvando as aves da Mata Atlântica


Uma notícia foi essencial para a decisão: o desaparecimento da pombinha pararu-espelho (Paraclaravis geoffroyi).

De fato, a espécie, que é exclusiva de Mata Atlântica, desapareceu das matas na região do Iguaçu nos últimos anos.

Então, ciente dessa trágica situação – e sabendo que mais de 90% da área original de Mata Atlântica já foi desmatada, o que prejudica muitas espécies do biomao Parque resolveu mudar de foco.

Infelizmente, atualmente existem mais de 100 espécies de aves do bioma em ameaça de extinção.

“Queremos ser uma rede de segurança para espécies ameaçadas de Mata Atlântica.

Então, vamos prestar atenção especial em espécies sem amparo, principalmente as que estão muito próximas da extinção e que não têm muitos amigos.

Para isso, criamos a Divisão de Conservação.

Afinal, esse desafio não é nada simples!”

(Carmel Croukamp, CEO do Parque das Aves)

Assim, com o novo foco, veio a oportunidade de sediar a reunião do PAN responsável por decidir como proteger essas aves ameaçadas de extinção.

Especialistas em Mata Atlântica participando da construção do Plano de Ação Nacional (PAN).

Assim, saímos dessa reunião como articuladores de ações importantes.

Uma delas é a avaliar a necessidade de programas de reprodução sob cuidados humanos para espécies ameaçadas.

Outra é entender a distribuição das espécies, identificando áreas adequadas para realizar reintrodução ou revigorar a população com indivíduos nascidos sob cuidados humanos.

São tarefas gigantescas que vão definir nossa existência como Centro de Conservação Integrada de Aves da Mata Atlântica.

No entanto, dentro dessas tarefas estão oportunidades que significam a vida ou a morte de várias espécies.”

(Carmel Croukamp, CEO do Parque das Aves)

Comunicando o trabalho pelas aves da Mata Atlântica


Durante o primeiro dia de reunião do PAN, o Parque das Aves também lançou o livreto “Parque das Aves – Atuação em Conservação”. O material será uma ferramenta muito importante nessa nova fase do Parque.

“Há muitos anos queremos colocar no papel tudo que fazemos aqui no Parque.

Já somos conhecidos como um dos atrativos mais visitados de Foz… mas também queremos mostrar nosso envolvimento com projetos que trabalham para salvar espécies ameaçadas.

Então, com este livreto, iremos comunicar o que fazemos de maneira mais fácil e efetiva.”

(Yara Barros, chefe da Divisão de Conservação do Parque das Aves)
Carmel Croukamp e Yara Barros com o livreto “Parque das Aves – Atuação em Conservação”.

Mudanças na trilha dos visitantes


A mudança já está dando resultados!

De fato, em julho de 2017, 70% das aves a que os visitantes tinham acesso no Parque das aves eram de Mata Atlântica… e, atualmente, esse número já é de 85%. E ele vai aumentar!

“Nossa meta é chegar a 95% de aves da Mata Atlântica no Parque.

Então, tucanos e araras, que são as espécies embaixadoras da Mata Atlântica mais carismáticas, ainda farão parte do passeio… e muitas outras se juntarão a eles.

Em resumo, estamos construindo aventuras incríveis!

Inclusive, iremos construir mais viveiros… que serão os maiores do mundo em sua classe, permitindo interações inéditas com aves do bioma.”

(CARMEL CROUKAMP, CEO DO PARQUE DAS AVES)

Então, com o novo enfoque em Mata Atlântica, muitas aves estão sendo transferidas para a segunda propriedade do Parque das Aves.

Para isso, a área de 14 hectares já conta com 60 viveiros. Com acesso exclusio da equipe técnica, o espaço atua como sede do Centro de Conservação e Abrigo do Parque.

Afinal, muitas aves em risco de extinção ou extintas na natureza (como é o caso do mutum-de-alagoas) precisam de um local especialmente desenvolvido para elas!

Mutum de alagoas (Pauxi mitu), uma das aves da Mata Atlântica que estão se reproduzindo no Centro de Conservação e Abrigo do Parque das Aves. Foto: Alberto Fonseca

Como você se sentiu com este conteúdo?
+1
0
+1
3
+1
0
+1
0
+1
0
+1
0
+1
0