BASTIDORES DO PARQUE | Investigação de espécies de mosquitos

Sabe aquelas plantas lindas e coloridas que temos no Parque das Aves? Elas são as bromélias, plantas que embelezam ainda mais o nosso ambiente. Devido ao seu formato, que acaba acumulando água, e pela grande quantidade plantada aqui no Parque, muitos visitantes ficam preocupados com a possível existência de focos do mosquito Aedes aegypti ou qualquer outro transmissor de doenças. Apesar de pesquisas realizadas pelo Instituto Oswaldo Cruz comprovarem que bromélias mantidas em florestas, parques e encostas de morros são ambientes hostis ao mosquito, ficamos interessados em comprovar esta informação aqui no Parque.

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Assim, o nosso veterinário e pesquisador Mathias Dislich, em parceria com o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), está realizando uma pesquisa para identificar a existência de possíveis larvas de mosquito da dengue, além de outros insetos, em diferentes ambientes aqui do Parque das Aves, incluindo nas bromélias. O objetivo é identificar as espécies que ocorrem na região, assim como formas de controlá-las.

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Uma vez identificadas, será possível investigar sua ocorrência em ambiente natural. Essa informação é importante para que se faça um controle integrado dessas larvas, ou seja, isso pode servir para orientar as medidas de controle. Em alguns casos, podemos comprovar que não há mesmo problemas com as bromélias em determinados locais, já em outros a solução pode estar na seleção da espécie da planta a ser utilizada. No entanto, se medidas de controle mais eficientes forem necessárias, como por exemplo o uso de venenos, elas podem ser usadas apenas em áreas específicas. A estratégia é sempre priorizar as maneiras mais ecologicamente corretas para solucionar o problema.

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Em um primeiro momento, foram  escolhidos 10 pontos estratégicos para a colocação das armadilhas, como próximo a construções ou no interior da mata. Em cada ponto, existem 4 tipos de armadilha: três para larvas e uma para mosquitos adultos. As armadilhas para larvas representam diferentes condições ambientais: urbano, de transição e natural, este último representado pelo uso de bromélias.

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O CCZ vem ao Parque das Aves toda semana para coletar as larvas, antes do mosquito se desenvolver. Recolhendo essas larvas, poderá saber se existem mosquitos e quais são as espécies, incluindo o mosquito transmissor da dengue. Além disso, existe uma preocupação de capturar os adultos para serem feitas outras pesquisas pelo CCZ. Essas coletas permitem comparar as diferentes formas de desenvolvimento das larvas.

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A pesquisa está apenas no início, sem previsão para término.

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